Namorar
01
Que fascínio que é namorar!
Andar abraçadinhos a passear,
beijar na boca, se acarinhar,
agradar, só por agradar.
O namoro é a maga fase
da puberdade da relação,
é quando palmilhamos
a nossa mais intima
e intrínseca descoberta.
É o sentimento do firmamento,
a formação da convicção
de que somos um par ou não.
Em verdade, a corte é o tempo
e o templo da contemplação.
É o coração de porta aberta,
como semideus da adoração,
enfim, é a prefação da paixão.
O namoro é ainda, a câmara
que ensaia o romantismo,
que nos checa o proceder,
que nos revela um ao outro,
que mostra como vamos ser:
Como vamos nos portar
e importar com aquela
a quem vamos amar.
O ideal seria noivar
sem perder o cativar
e casar sem perder
o entusiasmar.
O namoro não devia
jamais terminar:
O noivar seria
o namoro maduro,
o casar o namoro eterno.
As bodas de prata e as
de ouro, seriam apenas,
aniversários do namorar!
Antônio Poeta
O Beijo Na Boca
02
É o beijo que aguça o paladar
para o sexo e para o amor.
É ele que dispara a química
e que norteia e delimita,
o gratificante do entediante,
o sabor do dissabor.
Para todas as coisas
se tem um suplente...
uma outra alternativa,
só para o beijo que não,
pois ele transcende a tudo,
sendo o senhor absoluto,
o derradeiro despertador
da tão cobiçada paixão.
Até para o sexo virar amor,
lhe falta a emoção
do beijo a o compor.
Por isso, as moças-damas,
fazem de tudo na cama,
exceto, na boca beijar...
Temem elas, se apaixonar.
O beijo é a maior de todas
as expectativas dos dois:
Quando é bom nos oferta o céu,
quando não, nos repugna
e nos impõem o amargoso fel.
É ele que inicia ou finda a relação,
seu papel é tônico em você, em mim,
por toda vida em comum. No dia
que o beijo não for mais ansiado
e bom, aí por certo, se inicia o fim
Antônio Poeta
Não É À Toa
Que Te Chamam
Cidade Maravilhosa
03
Galante cidade majestade,
a mais hilariante e elegante,
vanguarda e empáfia do Brasil.
Gracioso Rio, metrópole nota mil.
È lastimoso, seu nome ser masculino,
contudo, isso não importa, pois sua beleza
exagera em pueril feminil... É muito mulheril.
Rio da mocinha, da moça, da mulher e da coroa
super-abundantemente lasciva, instigante e gostosa.
Claro, não é à toa, que te chamam cidade maravilhosa!
Rio batizado por água e sal,
de samba e apinhado de bossa,
de esportes e verão o ano inteiro,
da boemia sadia e hiper-glamourosa.
Rio de civilização independente, ditador
de cultura, de eventos e manifestos políticos.
Rio de montanhas e mata atlântica, e dos saraus
mais alegres do país. Rio de pele ardente e morena,
e consciência vaidosa. Rio efervescente de gente bonita
e sedutora, não é à toa, que te chamam cidade maravilhosa!
Rio do mais espetacular revéillon
e do povo mais lúdico e hospitaleiro.
Rio Capital Imperial e da Repúb. inicial,
meu adorado, meu dourado Rio de Janeiro.
Rio dos Tamoios e de todos que nasceram aqui.
Rio de todos que o amam e o adotaram de coração.
Rio hoteleiro, gastronômico, de museus e monumentos:
Para sempre, meu afável Rio, continuarás a ser entre todas
as cidades dessa Nação, a mais urbana, acalorada e generosa.
Tácito, meu Rio, não é à toa, que te chamam cidade maravilhosa!
Rio, alento dos poetas; cineastas; atores;
músicos; escritores; fotógrafos e chargistas:
Rio genitor e acolhedor das artes e dos artistas.
Rio de caráter concubino, urbe tropical e garbosa.
Rio de mar aberto e do Cristo alto de braços abertos.
Rio de todas as religiões, crenças e de todos os idiomas.
Rio de pendor lírico, labor, lazer, prazer, amor e de humor.
Rio dos reais gozos, culpas, sabores, cores, opiniões e aromas.
Rio de clemência igualitária, sensibilidade, parceria e filantropia.
É verdade, meu Rio, não é à toa, que te chamam cidade maravilhosa!
Antônio Poeta
Cilada
04
Vivemos numa atmosfera
de correria e concorrência,
onde a pérfida incoerência,
insiste se impetrar e imperar.
Então, é imprescindível vigiar!
Especialmente no tópico amor,
vivenciamos toda essa loucura
e utópicos nos pomos à procura
de nossa dupla, nossa metade...
Pelo amor de verdade encontrar.
De fato, não é possível achar,
pois o amor é mui caprichoso,
extremamente independente,
não admitindo ele ser caçado,
optando ele por nos caçar.
Melhor é segurar a emoção,
não nos auto-sugestionando
e projetando uma tal paixão,
que só exista em nossa cabeça,
sem a aquiescência do coração.
Antônio Poeta
Amor Ou Euforia?
05
No amor só existe “mais bom” ou
"menos bom". Quando ocorrer
"mais mal", ou "menos mal",
não é amor, é só conflito
da emoção, que optou
pela euforia, se
abstendo da
sabedoria,
apenas se
burlou.
O amor é a plenitude, a saúde da relação.
A paixão é aquela fase tão alucinante,
que o implementa e complementa.
O equívoco é toda a parte feia,
que incendeia e desnorteia
até a mais sólida união.
Mas todas essas fases
são marcante, a fim
de amadurecer
e enobrecer,
o teimoso
coração.
Antônio Poeta
Mulheres
06
Ruivas; loiras; castanhas;
morenas; negras; amarelas,
cada qual com seus sabores,
fascínios e pessoais manhas.
São elas nossas mulheres...
Nossas divindades e amores.
Todas têm em comum
a hiper sensibilidade,
de se fazerem presente,
e mesmo, sutilmente,
sempre se insinuarem,
sempre nos provocarem.
Três são os ingredientes,
dominantes e presentes
na formação feminina:
Primeiro a emotividade,
segundo a sensualidade
e terceiro a sagacidade.
Acredite quem quiser,
nada há mais de misterioso,
nobre, fascinante e desafiante,
que o gênio intimo de uma mulher.
Entretanto, quando ela ama
e é amada em veracidade,
ela outorga se desvendar.
Beócio é o homem
que tenta a entender
sem em plenitude a amar.
Pode até mesmo, com ela viver
uma vida inteira, mas a sua alma
com plena certeza, jamais irá alcançar!
Antônio Poeta
Tiro Pela
Culatra
07
Que mulher mais alegre,
radiante, esfuziante,
boneca, moleca,
animada e serelepe.
Que estouro de mulher!
De sorriso contagiante,
e de um humor hilariante,
tem ela, um corpo e um olhar,
absolutamente estonteante.
Que estouro de mulher!
Ela canta, dança, conta piada,
participa até da batucada.
È uma festa, dentro da festa...
É a estrela dessa noitada.
Que estouro de mulher!
Comentei com meu amigo anfitrião,
sobre toda aquela minha emoção.
Disse-me ele: Calma amigo Poeta,
ela é um estouro de mulher, mas é sapatão!
Antônio Poeta
Arbítrio Do Coração
08
Não há definição, para se traduzir o amor.
Cada qual o sente e o sorve com o íntimo do seu ser,
sem modelos ou achismos, unicamente com o ardor de o viver.
Loucura, desarmonia na certa,
é tentar interpretar o alheio amor,
mais que isso, o depreciar e criticar,
pois o amor é escolha subjetiva da alma
e de teima se insurge contra qualquer censor.
O amor de verdade e sua constitutiva intensidade
é de essência misteriosa e de vontade assaz caprichosa.
E, sendo assim, a nós ingênuos mortais não cabe o desvendar,
que nos aquietemos e nos conformemos, quando muito em o saborear.
Esse amor tão pródigo,
transcendente e independente,
que é o mais nobre emblema da emoção,
capaz de derrubar religião; preconceitos; alienação:
É ele, arbítrio primitivo e prerrogativa ascendente do coração!
Antônio Poeta
Amor Inteiro
09
O primeiro amor, aquele da adolescência,
é também o mais querido, o que arrazoa
mais forte no limiar de nossa essência.
É ele um misto de prazer quase sofrido
com o querer profuso e enternecido.
É a descoberta do desejo, é o ensejo
e o lampejo da paixão, é o calor
que queima e ao mesmo tempo
gela, é o eclodir da emoção.
É o mito do querer infindo e sem fronteiras,
sem conselhos, censuras ou quaisquer barreiras,
é o sentir, sonhar, degustar e sorver com o coração.
Esse amor primário, tão pudico,
tão cristalino, que faz transpirar,
que acelera a circulação e altera
todo o nosso proceder, da atitude
ao metabolismo e que nos coloca,
em franca e continuada erupção.
É o corpo em agito,
é o espírito ao grito
produzindo o conflitar,
impedindo o harmonizar.
É muito sentimento contido,
é muita cobiça de se apaixonar.
Nessa fase da vida, quando achamos
entender tudo, sabermos e podermos tudo,
só uma coisa nos faz parar... É o pavor de se ser
reprovado nessa nova e difícil disciplina do amar...
Enfim, de pelo outro ser trocado, de perder o bem-querer.
Infelizmente, esse pleno amor tão arrebatado e de tanta pureza,
só o vivemos em duas fases da vida: Na adolescência e na madureza!
Antônio Poeta
Hipocrisia Poética
10
Nada soa mais falso que
um poema encomendado.
Não há como se retratar
o íntimo de um outro ser.
Por isso nunca atendo a pedidos
que enveredem por esse lado.
Antes de ser poeta, sou primeiro
um autêntico e eterno apaixonado,
por minhas utopias e enredos rimados.
Quando o poeta compõe o seu poema,
mesmo que não viva, naquele momento,
sua história, o seu tema... Com certeza
já o viveu, ou tão simplesmente intuiu,
que ainda o vai viver. E o faz, ensaiando
o seu proceder, o seu entendimento,
ótica e ética, enfim, o seu modo
01
Que fascínio que é namorar!
Andar abraçadinhos a passear,
beijar na boca, se acarinhar,
agradar, só por agradar.
O namoro é a maga fase
da puberdade da relação,
é quando palmilhamos
a nossa mais intima
e intrínseca descoberta.
É o sentimento do firmamento,
a formação da convicção
de que somos um par ou não.
Em verdade, a corte é o tempo
e o templo da contemplação.
É o coração de porta aberta,
como semideus da adoração,
enfim, é a prefação da paixão.
O namoro é ainda, a câmara
que ensaia o romantismo,
que nos checa o proceder,
que nos revela um ao outro,
que mostra como vamos ser:
Como vamos nos portar
e importar com aquela
a quem vamos amar.
O ideal seria noivar
sem perder o cativar
e casar sem perder
o entusiasmar.
O namoro não devia
jamais terminar:
O noivar seria
o namoro maduro,
o casar o namoro eterno.
As bodas de prata e as
de ouro, seriam apenas,
aniversários do namorar!
Antônio Poeta
O Beijo Na Boca
02
É o beijo que aguça o paladar
para o sexo e para o amor.
É ele que dispara a química
e que norteia e delimita,
o gratificante do entediante,
o sabor do dissabor.
Para todas as coisas
se tem um suplente...
uma outra alternativa,
só para o beijo que não,
pois ele transcende a tudo,
sendo o senhor absoluto,
o derradeiro despertador
da tão cobiçada paixão.
Até para o sexo virar amor,
lhe falta a emoção
do beijo a o compor.
Por isso, as moças-damas,
fazem de tudo na cama,
exceto, na boca beijar...
Temem elas, se apaixonar.
O beijo é a maior de todas
as expectativas dos dois:
Quando é bom nos oferta o céu,
quando não, nos repugna
e nos impõem o amargoso fel.
É ele que inicia ou finda a relação,
seu papel é tônico em você, em mim,
por toda vida em comum. No dia
que o beijo não for mais ansiado
e bom, aí por certo, se inicia o fim
Antônio Poeta
Não É À Toa
Que Te Chamam
Cidade Maravilhosa
03
Galante cidade majestade,
a mais hilariante e elegante,
vanguarda e empáfia do Brasil.
Gracioso Rio, metrópole nota mil.
È lastimoso, seu nome ser masculino,
contudo, isso não importa, pois sua beleza
exagera em pueril feminil... É muito mulheril.
Rio da mocinha, da moça, da mulher e da coroa
super-abundantemente lasciva, instigante e gostosa.
Claro, não é à toa, que te chamam cidade maravilhosa!
Rio batizado por água e sal,
de samba e apinhado de bossa,
de esportes e verão o ano inteiro,
da boemia sadia e hiper-glamourosa.
Rio de civilização independente, ditador
de cultura, de eventos e manifestos políticos.
Rio de montanhas e mata atlântica, e dos saraus
mais alegres do país. Rio de pele ardente e morena,
e consciência vaidosa. Rio efervescente de gente bonita
e sedutora, não é à toa, que te chamam cidade maravilhosa!
Rio do mais espetacular revéillon
e do povo mais lúdico e hospitaleiro.
Rio Capital Imperial e da Repúb. inicial,
meu adorado, meu dourado Rio de Janeiro.
Rio dos Tamoios e de todos que nasceram aqui.
Rio de todos que o amam e o adotaram de coração.
Rio hoteleiro, gastronômico, de museus e monumentos:
Para sempre, meu afável Rio, continuarás a ser entre todas
as cidades dessa Nação, a mais urbana, acalorada e generosa.
Tácito, meu Rio, não é à toa, que te chamam cidade maravilhosa!
Rio, alento dos poetas; cineastas; atores;
músicos; escritores; fotógrafos e chargistas:
Rio genitor e acolhedor das artes e dos artistas.
Rio de caráter concubino, urbe tropical e garbosa.
Rio de mar aberto e do Cristo alto de braços abertos.
Rio de todas as religiões, crenças e de todos os idiomas.
Rio de pendor lírico, labor, lazer, prazer, amor e de humor.
Rio dos reais gozos, culpas, sabores, cores, opiniões e aromas.
Rio de clemência igualitária, sensibilidade, parceria e filantropia.
É verdade, meu Rio, não é à toa, que te chamam cidade maravilhosa!
Antônio Poeta
Cilada
04
Vivemos numa atmosfera
de correria e concorrência,
onde a pérfida incoerência,
insiste se impetrar e imperar.
Então, é imprescindível vigiar!
Especialmente no tópico amor,
vivenciamos toda essa loucura
e utópicos nos pomos à procura
de nossa dupla, nossa metade...
Pelo amor de verdade encontrar.
De fato, não é possível achar,
pois o amor é mui caprichoso,
extremamente independente,
não admitindo ele ser caçado,
optando ele por nos caçar.
Melhor é segurar a emoção,
não nos auto-sugestionando
e projetando uma tal paixão,
que só exista em nossa cabeça,
sem a aquiescência do coração.
Antônio Poeta
Amor Ou Euforia?
05
No amor só existe “mais bom” ou
"menos bom". Quando ocorrer
"mais mal", ou "menos mal",
não é amor, é só conflito
da emoção, que optou
pela euforia, se
abstendo da
sabedoria,
apenas se
burlou.
O amor é a plenitude, a saúde da relação.
A paixão é aquela fase tão alucinante,
que o implementa e complementa.
O equívoco é toda a parte feia,
que incendeia e desnorteia
até a mais sólida união.
Mas todas essas fases
são marcante, a fim
de amadurecer
e enobrecer,
o teimoso
coração.
Antônio Poeta
Mulheres
06
Ruivas; loiras; castanhas;
morenas; negras; amarelas,
cada qual com seus sabores,
fascínios e pessoais manhas.
São elas nossas mulheres...
Nossas divindades e amores.
Todas têm em comum
a hiper sensibilidade,
de se fazerem presente,
e mesmo, sutilmente,
sempre se insinuarem,
sempre nos provocarem.
Três são os ingredientes,
dominantes e presentes
na formação feminina:
Primeiro a emotividade,
segundo a sensualidade
e terceiro a sagacidade.
Acredite quem quiser,
nada há mais de misterioso,
nobre, fascinante e desafiante,
que o gênio intimo de uma mulher.
Entretanto, quando ela ama
e é amada em veracidade,
ela outorga se desvendar.
Beócio é o homem
que tenta a entender
sem em plenitude a amar.
Pode até mesmo, com ela viver
uma vida inteira, mas a sua alma
com plena certeza, jamais irá alcançar!
Antônio Poeta
Tiro Pela
Culatra
07
Que mulher mais alegre,
radiante, esfuziante,
boneca, moleca,
animada e serelepe.
Que estouro de mulher!
De sorriso contagiante,
e de um humor hilariante,
tem ela, um corpo e um olhar,
absolutamente estonteante.
Que estouro de mulher!
Ela canta, dança, conta piada,
participa até da batucada.
È uma festa, dentro da festa...
É a estrela dessa noitada.
Que estouro de mulher!
Comentei com meu amigo anfitrião,
sobre toda aquela minha emoção.
Disse-me ele: Calma amigo Poeta,
ela é um estouro de mulher, mas é sapatão!
Antônio Poeta
Arbítrio Do Coração
08
Não há definição, para se traduzir o amor.
Cada qual o sente e o sorve com o íntimo do seu ser,
sem modelos ou achismos, unicamente com o ardor de o viver.
Loucura, desarmonia na certa,
é tentar interpretar o alheio amor,
mais que isso, o depreciar e criticar,
pois o amor é escolha subjetiva da alma
e de teima se insurge contra qualquer censor.
O amor de verdade e sua constitutiva intensidade
é de essência misteriosa e de vontade assaz caprichosa.
E, sendo assim, a nós ingênuos mortais não cabe o desvendar,
que nos aquietemos e nos conformemos, quando muito em o saborear.
Esse amor tão pródigo,
transcendente e independente,
que é o mais nobre emblema da emoção,
capaz de derrubar religião; preconceitos; alienação:
É ele, arbítrio primitivo e prerrogativa ascendente do coração!
Antônio Poeta
Amor Inteiro
09
O primeiro amor, aquele da adolescência,
é também o mais querido, o que arrazoa
mais forte no limiar de nossa essência.
É ele um misto de prazer quase sofrido
com o querer profuso e enternecido.
É a descoberta do desejo, é o ensejo
e o lampejo da paixão, é o calor
que queima e ao mesmo tempo
gela, é o eclodir da emoção.
É o mito do querer infindo e sem fronteiras,
sem conselhos, censuras ou quaisquer barreiras,
é o sentir, sonhar, degustar e sorver com o coração.
Esse amor primário, tão pudico,
tão cristalino, que faz transpirar,
que acelera a circulação e altera
todo o nosso proceder, da atitude
ao metabolismo e que nos coloca,
em franca e continuada erupção.
É o corpo em agito,
é o espírito ao grito
produzindo o conflitar,
impedindo o harmonizar.
É muito sentimento contido,
é muita cobiça de se apaixonar.
Nessa fase da vida, quando achamos
entender tudo, sabermos e podermos tudo,
só uma coisa nos faz parar... É o pavor de se ser
reprovado nessa nova e difícil disciplina do amar...
Enfim, de pelo outro ser trocado, de perder o bem-querer.
Infelizmente, esse pleno amor tão arrebatado e de tanta pureza,
só o vivemos em duas fases da vida: Na adolescência e na madureza!
Antônio Poeta
Hipocrisia Poética
10
Nada soa mais falso que
um poema encomendado.
Não há como se retratar
o íntimo de um outro ser.
Por isso nunca atendo a pedidos
que enveredem por esse lado.
Antes de ser poeta, sou primeiro
um autêntico e eterno apaixonado,
por minhas utopias e enredos rimados.
Quando o poeta compõe o seu poema,
mesmo que não viva, naquele momento,
sua história, o seu tema... Com certeza
já o viveu, ou tão simplesmente intuiu,
que ainda o vai viver. E o faz, ensaiando
o seu proceder, o seu entendimento,
ótica e ética, enfim, o seu modo
modo de ver, sentir e ser.
O poema pré-encomendado é o aborto
de um filho, esperado e amado,
é a eutanásia da criação.
É o símbolo de que aquele poeta
não transcende as raias da ficção,
sendo apenas um escrevente:
"Um escritor enganador",
que concebe rimas sem emoção.
Sem sinceridade não é poema,
é algo inapto e contumaz!
Resumindo, é implícita perda
para quem o lê e para quem o faz.
Antônio Poeta
Vozes Do Coração
11
A poesia declamada
ou a música cantada
são vozes do coração,
pois falam às nossas almas
inebriando nossa emoção.
Das profundezas de seu ser
os poetas e os letristas
rebuscam o seu sentir,
repassando para o mundo
a alegria que contagia o viver.
Escreventes mensageiros
do pensar e do formar;
com nossa arte majestosa
suavizamos vossos fardos,
vivificamos a dádiva do amar.
Somos sim, sensíveis,
que parecemos adivinhar
o que os outros
sentem o tempo todo,
mas, não sabem contar.
Todo poema é uma música,
toda letra é um poema,
mas sempre será o amor
entre todos os motivos a se compor
o nosso mais inspirador tema!
Antônio Poeta
Amar É...
12
Estabelecer uma sã relação, é se predispor a priorizar
o sentimento de união. É o pensar e o sentir em comunhão,
é nunca radicalizar e fraternalmente somar. É saber renunciar,
abrir mão, mas também se impor, mantendo a serenidade e o amor.
É estar um com o outro e no outro, num constante e radiante abraçar.
É fazer ao par, aquilo que gostamos que ele nos faça... É nunca desgostar.
É estar bem porque o outro está bem.
È ser vitorioso com a vitória do outro.
É estar feliz e refletir ao outro também,
toda a ventura do sentir de seu coração.
É estar e sempre se demonstrar orgulhoso
com a relação, e mais com o amor que se tem.
É regar a planta todos os dias e se ocupar só de regenerar,
jamais de degenerar. É expandir a consciência e o coração,
é amar e amar sem nunca precisar perdoar ou pedir perdão!
Antônio Poeta
Amor Pleno
13
Se amar em plenitude,
amar e ser amado
fosse simples, óbvio,
não seria o amor tão
querido, tão desejado.
O amor não se procura,
simplesmente se descobre,
não o vemos, só o sentimos.
De todos os sentimentos
dos humanos, é ele o mais
copioso e transcendente,
o mais pudico e nobre.
É preciso prudência ao ouvir
ou ao emitir a exclamação:
Te amo! Pois o amor pleno
edifica-se sobre a égide
da razão e da emoção,
não admitindo ele,
impressão ou engano!
Antônio Poeta
Transparência
14
Quer me fazer feliz?
Não precisa muito...
Basta me sentir
e nunca mentir.
Ser transparente
e se situar sempre
que aches conveniente,
mesmo que para tal
tenhas que me contestar.
Quero me mostrar a você,
mas, precisas se revelar.
Quero você conluiada
só ao nosso sentimento,
nunca as convenções
ou aos ditos e conceitos.
Só a vislumbro livre,
podendo, se querendo,
alçar suas asas e voar
Jamais me permitiria
ou mesmo intentaria,
sua alma aprisionar.
Se sempre falarmos
e tudo esgotarmos,
sobre o que sentimos,
nossa linda relação
nunca irá se findar.
Se viver como um par
fosse tarefa infantil,
todo tolo conseguiria.
Por isso, minha paixão,
temos que “largar mão”
da covardia em nos expor,
compelindo todo o penhor,
em cimentar esse tão lindo
conto, que é o nosso amor!
Antônio Poeta
O Que Seria...?
15
O que seria do namoro,
do amor e do coração
se não houvesse
o luar, o mar,
a flor, a música
e a paixão?
O que seria da fé
se não existisse Deus,
a religião e o mentor...
O bálsamo para a dor?
A quem pedirias proteção
para si e para os seus?
O que seria da Terra
sem o sol, a água e o ar?
Um orbe deserto e mórbido,
um monte profuso de nada,
porquanto, não haveria
nenhuma vida a pulsar.
O que seria do pai e da mãe
se não houvessem os filhos
a lhes ocupar e preocupar?
O que seriam dos filhos
se não houvessem os pais
a lhes cuidar e amar?
O que seria da evolução
se viéssemos a nos moldar,
que faz parte da vida errar,
e, abalizados nisso,
não nos esmerássemos
em nos aperfeiçoar?
O que seria da poesia
sem a efígie da musa,
a desilusão e o pesar,
o romper e o reiniciar,
do poeta martirizado
a se inspirar e versejar?
Antônio Poeta
Sonhos
16
“Sonhar não custa nada”.
O custo é abdicar dos sonhos,
é perder o ânimo de lutar,
é se bater em retirada.
Sonhar é uma aventura
íntima da consciência.
Aquele que não sonha
não jubila sua existência.
“O sonho pode ser louco,
mas, o sonhador não”...
Então, submeta seus sonhos
ao crivo de sua razão e emoção.
Não falo do sonho de quando se dorme,
e sim, daquele que despertos projetamos.
Uns sonham em enriquecer, outros sonham
em vencer uma doença, e assim, sobreviver.
Já eu, meu cândido amor
acordado ou dormindo,
o tempo todo sonho...
Em ser feliz com você!
Antônio Poeta
O Abraço
17
Como defini-lo? Impossível!
Mais bem seria, só o sentir.
É ele por demais revelador, o magno
edificador da ternura e do ardor.
É imensa a energia emanada
por um abraço afetuoso,
de amizade ou de amor,
ofertado por um amigo
ou por nossa amada.
No abraço, permutamos calor,
opinião, emoção, cumplicidade.
Quando alguém que queremos,
nos abraça, parece abraçar
também o nosso coração.
É uma troca gratuita, que nos
eleva ao mundo transcendente,
é aconchego... É coisa de gente!
Até os animais se abraçam
e se aquecem, doando entre si
todo fervor desse ato tão divino,
que por seu entusiasmo e majestade
muda o bom ancião em miúdo menino.
O abraço não permite
que nos ofusquemos,
com relação a outrem.
Ele decanta o impostor,
daquele que realmente
nos gosta e quer bem.
Quando nós amamos,
não nos contentamos
só com o cordial visual,
necessitamos do toque...
Daquele abraço fraternal!
Antônio Poeta
Sai Dessa Mona
18
Para eu, o homem que
agride a sua mulher:
não é só um violento
ou desequilibrado,
e sim, sexualmente
um desajustado,
um reprovado.
Quem sabe, mesmo,
sem ainda o saber,
um portentoso e
enrustido veado,
que a inveja por
também, fêmea
não vir a ser.
Antônio Poeta
O poema pré-encomendado é o aborto
de um filho, esperado e amado,
é a eutanásia da criação.
É o símbolo de que aquele poeta
não transcende as raias da ficção,
sendo apenas um escrevente:
"Um escritor enganador",
que concebe rimas sem emoção.
Sem sinceridade não é poema,
é algo inapto e contumaz!
Resumindo, é implícita perda
para quem o lê e para quem o faz.
Antônio Poeta
Vozes Do Coração
11
A poesia declamada
ou a música cantada
são vozes do coração,
pois falam às nossas almas
inebriando nossa emoção.
Das profundezas de seu ser
os poetas e os letristas
rebuscam o seu sentir,
repassando para o mundo
a alegria que contagia o viver.
Escreventes mensageiros
do pensar e do formar;
com nossa arte majestosa
suavizamos vossos fardos,
vivificamos a dádiva do amar.
Somos sim, sensíveis,
que parecemos adivinhar
o que os outros
sentem o tempo todo,
mas, não sabem contar.
Todo poema é uma música,
toda letra é um poema,
mas sempre será o amor
entre todos os motivos a se compor
o nosso mais inspirador tema!
Antônio Poeta
Amar É...
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Estabelecer uma sã relação, é se predispor a priorizar
o sentimento de união. É o pensar e o sentir em comunhão,
é nunca radicalizar e fraternalmente somar. É saber renunciar,
abrir mão, mas também se impor, mantendo a serenidade e o amor.
É estar um com o outro e no outro, num constante e radiante abraçar.
É fazer ao par, aquilo que gostamos que ele nos faça... É nunca desgostar.
É estar bem porque o outro está bem.
È ser vitorioso com a vitória do outro.
É estar feliz e refletir ao outro também,
toda a ventura do sentir de seu coração.
É estar e sempre se demonstrar orgulhoso
com a relação, e mais com o amor que se tem.
É regar a planta todos os dias e se ocupar só de regenerar,
jamais de degenerar. É expandir a consciência e o coração,
é amar e amar sem nunca precisar perdoar ou pedir perdão!
Antônio Poeta
Amor Pleno
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Se amar em plenitude,
amar e ser amado
fosse simples, óbvio,
não seria o amor tão
querido, tão desejado.
O amor não se procura,
simplesmente se descobre,
não o vemos, só o sentimos.
De todos os sentimentos
dos humanos, é ele o mais
copioso e transcendente,
o mais pudico e nobre.
É preciso prudência ao ouvir
ou ao emitir a exclamação:
Te amo! Pois o amor pleno
edifica-se sobre a égide
da razão e da emoção,
não admitindo ele,
impressão ou engano!
Antônio Poeta
Transparência
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Quer me fazer feliz?
Não precisa muito...
Basta me sentir
e nunca mentir.
Ser transparente
e se situar sempre
que aches conveniente,
mesmo que para tal
tenhas que me contestar.
Quero me mostrar a você,
mas, precisas se revelar.
Quero você conluiada
só ao nosso sentimento,
nunca as convenções
ou aos ditos e conceitos.
Só a vislumbro livre,
podendo, se querendo,
alçar suas asas e voar
Jamais me permitiria
ou mesmo intentaria,
sua alma aprisionar.
Se sempre falarmos
e tudo esgotarmos,
sobre o que sentimos,
nossa linda relação
nunca irá se findar.
Se viver como um par
fosse tarefa infantil,
todo tolo conseguiria.
Por isso, minha paixão,
temos que “largar mão”
da covardia em nos expor,
compelindo todo o penhor,
em cimentar esse tão lindo
conto, que é o nosso amor!
Antônio Poeta
O Que Seria...?
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O que seria do namoro,
do amor e do coração
se não houvesse
o luar, o mar,
a flor, a música
e a paixão?
O que seria da fé
se não existisse Deus,
a religião e o mentor...
O bálsamo para a dor?
A quem pedirias proteção
para si e para os seus?
O que seria da Terra
sem o sol, a água e o ar?
Um orbe deserto e mórbido,
um monte profuso de nada,
porquanto, não haveria
nenhuma vida a pulsar.
O que seria do pai e da mãe
se não houvessem os filhos
a lhes ocupar e preocupar?
O que seriam dos filhos
se não houvessem os pais
a lhes cuidar e amar?
O que seria da evolução
se viéssemos a nos moldar,
que faz parte da vida errar,
e, abalizados nisso,
não nos esmerássemos
em nos aperfeiçoar?
O que seria da poesia
sem a efígie da musa,
a desilusão e o pesar,
o romper e o reiniciar,
do poeta martirizado
a se inspirar e versejar?
Antônio Poeta
Sonhos
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“Sonhar não custa nada”.
O custo é abdicar dos sonhos,
é perder o ânimo de lutar,
é se bater em retirada.
Sonhar é uma aventura
íntima da consciência.
Aquele que não sonha
não jubila sua existência.
“O sonho pode ser louco,
mas, o sonhador não”...
Então, submeta seus sonhos
ao crivo de sua razão e emoção.
Não falo do sonho de quando se dorme,
e sim, daquele que despertos projetamos.
Uns sonham em enriquecer, outros sonham
em vencer uma doença, e assim, sobreviver.
Já eu, meu cândido amor
acordado ou dormindo,
o tempo todo sonho...
Em ser feliz com você!
Antônio Poeta
O Abraço
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Como defini-lo? Impossível!
Mais bem seria, só o sentir.
É ele por demais revelador, o magno
edificador da ternura e do ardor.
É imensa a energia emanada
por um abraço afetuoso,
de amizade ou de amor,
ofertado por um amigo
ou por nossa amada.
No abraço, permutamos calor,
opinião, emoção, cumplicidade.
Quando alguém que queremos,
nos abraça, parece abraçar
também o nosso coração.
É uma troca gratuita, que nos
eleva ao mundo transcendente,
é aconchego... É coisa de gente!
Até os animais se abraçam
e se aquecem, doando entre si
todo fervor desse ato tão divino,
que por seu entusiasmo e majestade
muda o bom ancião em miúdo menino.
O abraço não permite
que nos ofusquemos,
com relação a outrem.
Ele decanta o impostor,
daquele que realmente
nos gosta e quer bem.
Quando nós amamos,
não nos contentamos
só com o cordial visual,
necessitamos do toque...
Daquele abraço fraternal!
Antônio Poeta
Sai Dessa Mona
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Para eu, o homem que
agride a sua mulher:
não é só um violento
ou desequilibrado,
e sim, sexualmente
um desajustado,
um reprovado.
Quem sabe, mesmo,
sem ainda o saber,
um portentoso e
enrustido veado,
que a inveja por
também, fêmea
não vir a ser.
Antônio Poeta

